BLOG DO POETA E JORNALISTA ZACARIAS MARTINS

PERFIL
Paraense, de Belém, mas tocantinense de coração, Zacarias Martins reside em Gurupi, no Sul do Estado de Tocantins, desde 1983. Tem publicado seis livros individuais: Transas do Coração (1978), O Poeta de Belém (1979), Poetar (1980), O Profeta da Felicidade (1984) Vox Versus (1986) e Pinga-Fogo (2004). Participa com trabalhos em várias antologias literárias.
Militante no jornalismo, foi editor de Perfil (a primeira revista informativa do Tocantins - 1989) e correspondente de vários jornais, entre os quais, O Progresso (Araguaína - TO), Diário Tocantinense (Palmas - TO), O Jornal (Palmas), Cinco de Outubro (Goiânia-GO). Em Gurupi (TO), foi repórter da Folha do Tocantins, Gazeta Esportiva do Tocantins e A Notícia. É articulista do jornal Cocktail (de Gurupi), tendo participado de sua fundação em 1990 e até hoje mantém a coluna semanal Pinga-Fogo. Também foi editor do jornal Gazeta Araguaia (de Formoso do Araguaia - TO) e Assessor de Comunicação da Prefeitura Municipal de Gurupi. Atualmente é diretor da Regional Sul da Associação Tocantinense de Imprensa, Secretário-Executivo da Associação Tocantinense de Crônistas Esportivos e Assessor de Comununicação do Hospital Regional de Gurupi.
Integrou o primeiro colegiado do Conselho Estadual de Cultura de Tocantins (1989-1990). Em 1989 também participou da fundação da Academia Tocantinense de Letras, onde ocupa a Cadeira de nº 21. Na Associação de Artes de Gurupi, exerceu vários cargos na diretoria, sendo hoje (2008) Secretário-Executivo da Instituição. Também integrou o primeiro colegiado do Conselho Municipal de Cultura de Gurupi, sendo o eleito seu primeiro presidente (1999-2000). Ajudou a fundar a Academia Gurupiense de Letras, da qual é Secretário-Executivo e ocupa a cadeira de nº 12.
E-mail: zacamartins@gmail.com Web Site: www.editoraveloso.com.br/zacariasmartins
Coluna no site Melhor de Todos
http://www.melhordetodos.com.br
Coluna no site Fatos i Fotos
http://www.fatosifotos.com.br/novo/?ctt=noticias.php&IdColunista=1
Coluna no site Tocantins Notícia http://www.tocantinsnoticia.com/index.php?opcao=colunista&id=8
Presença no site Recanto das Letras http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=2296
Caixa Postal 35 CEP: 77402-970 - Gurupi - TO E-mail: zacamartins@gmail.com
Escrito por Zacarias Martins às 10h48
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O escritor e jornalista Zacarias Martins iniciou na manhã desta segunda-feira, 17, o projeto Rodas Machadianas de Leitura na Escola Conveniada Bezerra de Menezes, de Gurupi, em comemoração ao centenário de morte do escritor brasileiro Machado de Assis.
O projeto é uma iniciativa da Fundação Cultural do Tocantins em parceria com as Academia Tocantinense de Letras e Academia Gurupiense de Letras.
Para Martins, a obra machadiana é composta por uma literatura que todo brasileiro deve ter contato, por despertar o senso crítico "e levar isso para as escolas é muito importante", comentou, ressaltando a importância do projeto na formação de novos leitores e melhoria na qualidade educacional e no potencial de aprendizado dos alunos.
A diretora da escola Rose Suzuki, disse que a visita de Zacarias Martins colocando este projeto na prática, foi de fundamental importância para despertar o prazer pela leitura no alunado, além de se transformado numa preciosa ferramenta para estimular o desenvolvimento psicológico e moral dos alunos, propiciando ainda, o enriquecimento do vocabulário, ampliando o mundo das idéias e dos conhecimentos.
Ao todo, serão realizadas oito Rodas de Leitura em Gurupi, todas comandadas por integrantes da Academia Gurupiense de Letras.
Texto: Eliosmar Veloso Fotos: Anadir Ferreira
Escrito por Zacarias Martins às 10h47
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TÁ PENSÃO...DO QUÊ?
Esse negócio da Câmara de Gurupi, no Estado do Tocantins, aprovar uma boa pensão para as viúvas de ex-vereadores que faleceram ou que venham a falecer durante o exercício do mandato parlamentar é algo que realmente não consigo digerir, já que a vereança não é emprego e sim função pública e quem paga a conta somos nós, os contribuintes.
E já começou a aparecer a primeira conseqüência de tal medida. As esposas de candidatos a vereador estão bastante motivadas com a campanha para eleger os seus maridos. Já pensou se o cara se elege e depois, por uma dessas inexplicáveis fatalidades da vida - Pimba! -, bate as botas? A "pobre" da viúva terá direito a uma pensão vitalícia de R$ 2.200,00.
Há alguns anos, a Câmara de Vereadores de uma cidadezinha do interior de Minas também chegou a aprovar um projeto semelhante e, misteriosamente, nove dos seus dez parlamentares, começaram a morrer misteriosamente. Uns por atropelamentos sem explicação, outros, por "doenças desconhecidas" e teve ainda um que foi assassinado durante um assalto ainda não esclarecido. Só não morreu na "ativa", o presidente da Casa, que somente por pura coincidência, era solteiro.
Assustados por causa de tanta "coincidência", os suplentes casados se recusavam a assumir as vagas deixadas pelos colegas falecidos, até que o presidente da Câmara de Vereadores, num ato corajoso, colocou fim a questão: apresentou um projeto revogando todos os dispositivos da lei que criava a pensão vitalícia para as viúvas, tendo sido aprovado por unanimidade!
A partir daquele dia os vereadores daquela pacata cidade respiraram aliviados.
Escrito por Zacarias Martins às 22h01
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A CAVALGADA DO CRÉU

A cavalgada do créuLembro-me com o se fosse hoje dos tempos áureos da Cavalgada que integra o calendário de eventos da tradicional Exposição Agropecuária de Gurupi, no Estado de Tocantins, e sou tomado por uma sensação de saudosismo.
Naquela época (e não faz muito tempo), a Cavalgada era Cavalgada, mesmo (com C maiúsculo), onde cavaleiros e amazonas de todas as idades desfilavam garbosamente pelas ruas da cidade, seguidos de perto por carroças especialmente decoradas, tratores e máquinas agrícolas.
E assim a Cavalgada seguia o seu caminho rumo ao Parque de Exposições Antônio Lisboa da Cruz, numa algazarra saudável, sob o som de berrantes, forró e músicas sertanejas.
A moda em estilo country (ou caipira, mesmo, aqui prá nós), tomava de conta principalmente das moças e rapazes que faziam questão de se vestir a caráter para o evento. Havia uma preocupação quase que generalizada em se vestir como cowgirl e cowboy. Afinal, se vestir assim em época de festa da pecuária era considerado "fashion".
Mas, de uns tempos para cá, tenho constado que, com raríssimas e honrosas exceções, o belo tradicionalismo que sempre norteou o desfile da Cavalgada está praticamente sufocado por outros modismos que nada tem haver com evento.
Grupos de moças e de rapazes, totalmente descaracterizados, desfilaram pulando em cima da carroceria de veículos com aparelhagens de som num volume estrondoso, tocando insistentemente o que chamam de "sucesso do momento": o ritmo funk "A dança do creu" .
Já foi dito que questão de gosto não se discute, mas se os organizadores desse evento não tomarem providências para coibir esse tipo de coisa, a tradicional Cavalgada de Gurupi corre sério risco de se transformar num grande baile funk. | |
Escrito por Zacarias Martins às 16h04
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PROFECIA DE ANDRÓIDE

Esse mundo que não pára. Essa vida por um fio. Estamos em cima de um barril de pólvora. Quem vai acender o pavio?
O amor está biônico. Corações mutilados. Sentimentos corrompidos. Paixões em enlatados.
Tem nome de um número. Celebro de computador. Trabalha, não se cansa. Não reclama, não sente dor.
Tem como parente próximo um reles parafuso. E quando lhe solta à cabeça fica todo confuso.
Um potente óleo lubrificante é o seu alimento substancial. Quando come outra coisa chega até a passar mal.
Mas um dia chegou a fatalidade: - Alguém acendeu o pavio! E o mundo, que era uma bola, Espatifou-se, explodiu.
E para uma Galáxia distante Foram os restos mortais de um planeta chamado Terra, dos tempos bons que não voltam mais.
Escrito por Zacarias Martins às 15h19
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REPUDIADO COM TODO RESPEITO

Chamou-me a atenção, em meados de junho de 1999, o conteúdo de um ofício onde o presidente da Câmara Municipal de Gurupi, no estado do Tocantins, comunicava a um determinado cidadão, que aquela Douta Casa de Leis aprovara uma Moção de Repúdio à sua pessoa.
O engraçado é que tal missiva começava assim: "Prezado Senhor". Ou seja, estávamos diante de um "repudiado" muito "prezado".
O ofício continuava ainda com a seguinte redação: "A par de cumprimentá-lo, sirvo-me deste para encaminhar a Vossa Senhoria Moção de Repúdio nº 040/99, de autoria dos vereadores {...}".
Agora, o "repudiado" estava sendo educadamente "cumprimentado". (Que chic!)
E como se isso tudo não bastasse, ainda arrematava: "Sendo só para o momento, aproveitamos o ensejo para apresentar os nosso protestos de consideração ".
Devia tratar-se de um repudiado muito considerado, mesmo! O ocorrido no Legislativo Gurupiense pode até se tratar de mais uma manifestação explícita de excesso de etiqueta no decoro parlamentar.
Em política, tudo é possível, já que a boa educação nos ensina que antes de se xingar um parlamentar, não é permitido em hipótese alguma esquecer o vocativo Vossa Excelência! Exemplo: Vossa Excelência é um Filho da...!
A título de esclarecimento, informo que o "repudiado", era nada menos, nada mais do que Jonas Barros, o popular Canção, hoje, coordenador de Meio Ambiente da Prefeitura de Gurupi que, à época, era chefe de gabinete do então deputado estadual Igue do Vale.
Quem presidia a Câmara de Gurupi era Raimundo Moreira, que teve o nome devidamente registrado nos anais da história política gurupiense como o primeiro vereador a ter o mandato cassado na cidade.
Por sua vez, Cancão não se fez de rogado: lançou-se candidato a vereador nas eleições municipais deste ano. E se eleito for, promete fazer uma "verdadeira revolução" na Câmara de Gurupi.
Escrito por Zacarias Martins às 20h18
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A novela envolvendo o escândalo do uso indiscriminado de cartão corporativo do governo federal promete que os próximos capítulos serão emocionantes, com direito até, a cenas picantes que poderão dar um tempero nada ortodoxo ao enredo.
Para garantir a audiência desse episódio novelesco, principalmente em ano eleitoral, os partidos de oposição não perderam tempo e saíram a campo na busca de conseguir as assinaturas necessárias para a instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito, mais conhecida como CPI.
O que mais chama a atenção, é que parlamentares da base governista não se fizeram de rogado e também foram a campo pela instalação da CPI, de preferência, no Senado, onde o número de parlamentares é bem menor do que na Câmara, o que, obviamente, facilitaria o cooptação de "novos aliados".
Criado o impasse sobre a criação de uma comissão para investigar o mau uso dos cartões corporativos, curiosamente, a turma do governo e da oposição fechou um acordo.
Para se chegar ao entendimento que atendesse ambas as partes, os governistas aceitaram apoiar a instalação de uma CPI mista, formada por deputados e senadores, enquanto os oposicionistas, por sua vez, admitiram que os gastos com cartões corporativos fossem investigados desde 1998, incluindo, portanto, a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Uma coisa é certa: com os antecedentes de CPIs que marcaram os anais do Congresso Nacional, o circo está armado e o espetáculo garantido.
Posso até antever algumas cenas pitorescas dessa novela, com o aparecimento de uma "musa" da CPI, ou talvez a descoberta da utilização do cartão corporativo para a aquisição de uma boneca inflável numa sex shop para alguém da Presidência da República, cuja compra teria sido mantido em sigilo por se tratar de assuntos ligado à segurança nacional.
Quem viver, verá. Isso é Brasil. Durma-se com esse barulho.
Escrito por Zacarias Martins às 09h58
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Ilustração: Geuvar
Escrito por Zacarias Martins às 21h45
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Não. Ainda não começou o pleito eleitoral deste ano. Mas parece que se esqueceram de avisar sobre isso aos políticos candidatáveis.
Pela imprensa, tem até político que jura não ser candidato, mas na prática, age como se o fosse, principalmente se estiver na disputa o cargo para prefeito.
E é nesse universo que aflora, com destaque, a cultura da pesquisa eleitoral.
Percebe-se que nunca na história de Gurupi, foram e estão sendo realizadas tantas pesquisas eleitorais, em tão pouco tempo e com tamanha generosidade na divulgação de seus resultados como agora.
Também florescem com certa abundância os institutos de pesquisas. Tem instituto para todos os gostos e gastos. A clientela desses institutos, claro, é formada por políticos.
Graças a divulgação proposital do resultado de determinadas “pesquisas eleitorais”, tem político que nem é prefeiturável, mas surge como mais uma “opção” do eleitorado.
Na verdade, essas "pesquisas", quando divulgadas, servem para confundir ainda mais a cabeça do eleitor, principalmente, a do indeciso, ávido para encontrar um norte para sua importante decisão nas urnas.
Também merece certa reflexão a atitude de muitos candidatos que, ao aparecerem liderando essas mesmas “pesquisas” de intenção de voto, chegam a elogiar tais resultados, porém, quando ocorre o inverso, ou seja, quando seu principal adversário está na frente, tratam logo de colocar em dúvida a lisura dos resultados e, não raro, dos próprios institutos.
Diante da confusão generalizada que se instaurou por conta da crescente onda da indústria das pesquisas eleitorais, aliada a tentativa de se querer massificar a divulgação de seus resultados, não é errada a tese de que muito eleitor, ao ser entrevistado por tais institutos, pode muito bem afirmar ser indeciso, quando, na verdade, está apenas sendo cauteloso para, entre outros fatores, não compactuar com aquilo que não concorda (e até condena) na política.
Se essa é a nossa realidade agora, imagine só, quando começar oficialmente campanha eleitoral?
Escrito por Zacarias Martins às 20h28
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LOUCO AMOR

Quando estás perto de mim,
acontecem-me coisas incríveis.
Sinto uma alegria sem fim
e até creio em coisas impossíveis.
O amor se torna pleno.
A vida, um mar de rosas.
E eu me torno sereno
ao fazermos coisas gostosas.
Quando estás perto de mim,
embriago-me no teu sorriso
e mais e mais te quero amar.
Quando estás perto de mim
a vida é um paraíso
e não existe outro lugar.
Escrito por Zacarias Martins às 20h04
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FALANDO DE AMOR

Finalmente apareceste em minha vida. Foi numa tarde... E eu, já tinha perdido as esperanças de um dia poder te encontrar. Mas te encontrei. Por que ao invés de falar de amor disse palavras supérfluas. Por que não te falei da gana vulcânica em que se encontrava meu coração ao trocarmos de olhares? Fui covarde, bem sei... Perdoa-me! É que eu já havia sofrido tanto por amor que tinha receio de amar novamente. Juro, eu não queria te querer. Eu não queria te amar tanto assim. Mas uma força oculta foi mais forte do que eu. E se ontem eu não te falei de amor, pois bem, eu te falo agora, neste poema: - Eu te amo!
Escrito por Zacarias Martins às 21h26
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MOMENTOS
... E de repente resolvi ficar por aqui curtindo alguns instantes de ansiedade...

Escrito por Zacarias Martins às 08h19
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| Vamos desdefuntizar o Centro Cultural
Infelizmente, não foi desta vez. E a classe artística gurupiense está literalmente de luto. Está morto o espaço destinado à cultura e as artes em Gurupi, no Estado do Tocantins. Em seu lugar, o que se vê, agora, é somente a arte mórbida afugentando a alegria antes reinante no centro Cultural Mauro Cunha.
Ao contrário do que se esperava, a triste fama de Defuntódromo, como o Centro Cultural Mauro Cunha ficou conhecido, não está com os seus dias contados. O poder público municipal parece que não está sensível aos apelos da classe artística que condena veemente a transformação do Centro Cultural Mauro Cunha em Capela Mortuária, fato que paralisa todas as atividades culturais ali realizadas, até mesmo o funcionamento da Biblioteca Pública Municipal Professora Deusina.
Em abril deste ano, cogitou-se uma parceria com a Maçonaria para que fosse criada o que seria a primeira casa de velórios de Gurupi. Funcionaria nas antigas instalações da Loja Maçônica da Avenida Santa Catarina. O projeto era arrojado (pra defunto nenhum botar defeito). Lá, finalmente, os nossos mortos poderiam ser velados em paz, sem que fosse preciso interromper as atividades artísticas e administrativas do Centro Cultural. Mas a tal Casa de Velórios não saiu do papel até agora e, infelizmente, predomina na cidade a "cultura" de se velar mortos num ambiente destinado à alegria, como o Centro Cultural.
Também em abril desde ano, o próprio Conselho Municipal de Cultura aprovou, por unanimidade, uma resolução se colocando contrário a realização de velórios no Centro Cultural, mas de nada adiantou.
Para a surpresa da classe artística, no sábado passado, o salão principal do Centro Cultural, onde também funciona a Galeria de Artes Kathie Tejeda, amanheceu mais uma vez com um morto sendo velado naquele local. Quero crer que para cada velório ali realizado, certamente o saudoso Mauro Cunha (que ao morrer não foi velado ali), deve se revirar no caixão onde foi enterrado (ou do que restou dele), pois como grande artista que era jamais aprovaria que o Centro Cultural fosse usado para velar os mortos, já que entendia que a cultura é arte e arte é vida. Para quem não conhecia a triste fama de Defuntódromo do Centro Cultural chegava a ser estranho, até, o fato de num dia, ao se passar pelo local, se ver um monte de pessoas tristes e um morto bem no meio do salão. Já no dia seguinte, no mesmo local, se via um grupo de Street Funk ensaiando uma coreografia, ou mesmo a Banda Municipal tocando lindas marchinhas carnavalescas sob a batuta do maestro Alexandre.
Para se ter uma vaga idéia de como o Centro Cultural Mauro Cunha ainda é visto por muitos como Casa de Velórios, na manhã do dia 30 de março, quando ali acontecia uma reunião dos artistas com o presidente da Fundação Cultural do Tocantins, Júlio César Machado e o diplomata francês, Romaric Büel, ao ver toda aquela movimentação, pelo menos três pessoas haviam entrado ali para ver quem "havia morrido!"
Com todo o respeito aos familiares dos mortos, mas convenhamos, o Centro Cultural Mauro Cunha não é um local apropriado para velórios, a menos, que seja um velório artístico, bem alegre, descontraído com direito a aplausos calorosos após um final feliz, tudo, é claro, com a aquiescência do maior interessado: o falecido!
Diante dessas despretensiosas considerações, é com veemência que defendo a imediata desdefuntização do Centro Cultural Mauro Cunha. | |
Escrito por Zacarias Martins às 14h08
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Gurupiense presente
no Amanaque
Santo Antônio
Mais uma vez o poeta e jornalista tocantinense Zacarias Martins está presente no Almanaque Santo Antônio - 2008, da Editora Vozes, que acaba de ser lançado nacionalmente. A publicação se tornou um dos almanaques mais tradicionais do país. É informativo, divertido e gostoso de ser ler. Traz dicas úteis para facilitar a vida e ainda, calendários, histórias, mensagens, recreação e curiosidades.
Martins explica que há 30 anos o livro é publicado com sucesso garantido de vendas. O motivo desse sucesso, segundo ele, é que se trata-se de uma espécie de mini-biblioteca. "No Almanaque Santo Antônio o leitor vai encontrar de tudo um pouco: curiosidades, datas comemorativas, dicas de culinária, noções de ecologia, educação, folclore, passatempo, saúde, além de fatos que marcara a história brasileira e universal e muito mais", afirma, creditando a boa aceitação da publicação por parte dos leitores devido suas mensagens serem apresentadas em linguagem lúdica e de fácil assimilação.
Nesta edição, Zacarias Martins colabora com o texto "Abolição decidida no Senado", registrando que estimulado pelo movimento abolicionista e pelo chefe do Gabinete Ministerial, senador João Alfredo Correia de Oliveira, o fim da escravatura no Brasil foi decidido no Senado. O projeto de lei da abolição tramitou rapidamente na Casa e a Lei Áurea foi assinada pela Princesa Isabel no dia 13 de maio de 1888.
Publicado no Jornal Mesa de Bar News - 06/09/2007
Gurupi/TO.
Escrito por Zacarias Martins às 06h43
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FILOSOFIA DE BAFÃO

Ser bafão é um estado de espírito que é acometido em algumas pessoas, independente de preferências sexuais e convicções ideológicas.
O bafão ou a bafão é um ser deveras curioso que pode ser encontrado nos mais diferentes ambientes, tendo, inclusive, se tornado uma verdadeira praga nos últimos tempos.
O símbolo máximo do patronato dos adeptos do bafãolismo é nada mais nada menos do que o papagaio de pirata. A propósito, todo bafão que se preze, alguma vez na vida já se disfarçou de papagaio de pirata, principalmente, frente as câmaras das emissoras de TV ou tão logo enxerga algum repórter fotográfico em ação.
O bafão autêntico não perde nenhuma oportunidade de aparecer, pois se não aparece, deixa de ser bafão.
Mesmo quando pego em flagrante, o bafão, em hipótese alguma deve admitir que é bafão, se não perde a graça.
Segundo o manual de etiqueta do bom bafão (cuja publicação, por motivos óbvios, continua inédita), quando um bafão se olhar no espelho e não aprovar o resultado daquilo que está vendo, deve imediatamente tomar uma medida pra lá de radical: trocar de espelho!
Bafão autêntico e que se preze, sempre sai bem nas fotografias de revistas e jornais. Quando isso não acontece, não se desespera, pois sabe que trata-se simplesmente de um problema de impressão.
Por fim, bafão que é bafão de verdade, adota sempre e cada vez mais aquela simpática filosofia do "Eu me amo. Eu me adoro. Não sei viver sem mim!..." (Zacarias Martins)
Escrito por Zacarias Martins às 18h49
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