Blog do poeta e jornalista Zacarias Martins 
PERFIL Paraense, de Belém, mas tocantinense de coração, Zacarias Martins reside em Gurupi, no Sul do Estado de Tocantins, desde 1983. Tem publicado seis livros de poesia: Transas do Coração (1978), O Poeta de Belém (1979), Poetar (1980), O Profeta da Felicidade (1984) Vox Versus (1986) e Pinga-Fogo (2004). Em 2008, publicou o seu primeiro livro de crônicas "Histórias da História de Gurupi". Participa com trabalhos em várias antologias literárias. Militante no jornalismo, foi editor de Perfil (a primeira revista informativa do Tocantins - 1989) e correspondente de vários jornais, entre os quais, O Progresso (Araguaína - TO), Diário Tocantinense (Palmas - TO), O Jornal (Palmas), Cinco de Outubro (Goiânia-GO). Em Gurupi (TO), foi repórter da Folha do Tocantins, Gazeta Esportiva do Tocantins e A Notícia. É articulista do jornal Cocktail (de Gurupi), tendo participado de sua fundação em 1990 e até hoje mantém a coluna semanal Pinga-Fogo. Também foi editor do jornal Gazeta Araguaia (de Formoso do Araguaia - TO) e Assessor de Comunicação da Prefeitura Municipal de Gurupi. Atualmente é diretor da Regional Sul da Associação Tocantinense de Imprensa, Secretário-Executivo da Associação Tocantinense de Crônistas Esportivos e Assessor de Imprensa do Hospital Regional de Gurupi.
Integrou o primeiro colegiado do Conselho Estadual de Cultura de Tocantins (1989-1990). Em 1989 também participou da fundação da Academia Tocantinense de Letras, onde ocupa a Cadeira de nº 21. Na Associação de Artes de Gurupi, exerceu vários cargos na diretoria, sendo hoje (2008) Secretário-Executivo da Instituição. Também integrou o primeiro colegiado do Conselho Municipal de Cultura de Gurupi, sendo o eleito seu primeiro presidente (1999-2000). Ajudou a fundar a Academia Gurupiense de Letras, da qual é Secretário-Executivo e ocupa a cadeira de nº 12.
E-mail: zacamartins@gmail.com Caixa Postal 35 CEP: 77402-970 - Gurupi - TO
Escrito por Zacarias Martins às 21h20
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Com cinco anos de estrada no universo da música gospel, os integrantes da ex-Banda S'seis, ressurgem agora com uma nova proposta musical e também com nova denominação, porém, com o mesmo propósito de louvar o nome do Deus Todo Poderoso, levando a palavra do Altíssimo em forma de música a todos os cantos.
Tendo em sua formação os músicos João Fernando (violão e vocal), Luziano (contrabaixo), Paulo Sérgio (bateria) e Wellington (guitarra e vocal), a agora, rebatizada Banda H2O Purificados, prepara o lançamento de seu primeiro CD “Inclinai os Ouvidos”, que acontece neste sábado, 11, a partir das 19h30, na 1ª Igreja do Evangelho Quadrangular de Gurupi, localizada na Avenida Guaporé, entre as ruas 14 e 15, do Setor Leste
O repertório é bastante animado, com músicas no estilo pop e pop-rock. Ao todo, são nove músicas inéditas, sendo sete composições da própria banda, e duas do tecladista Diomar Fontoura. O trabalho apresenta, ainda, dois corinhos bastante conhecidos no meio gospel que são: "Vem com Josué" e "Leão de Judá", com arranjos produzidos pela banda.
O CD “Inclinai os Ouvidos” foi gravado no estúdio da própria banda em Gurupi e remasterizado em Goiânia, na Bara Agência de Comunicação, do músico Zambelê. Após o lançamento em Gurupi, a Banda H2O Purificados, dará continuidade ao trabalho de divulgação em várias cidades do Tocantins.
SERVIÇO O quê? – Lançamento do CD “Inclinai os Ouvidos” De quem?- Banda H2O Purificados Onde? - 1ª Igreja do Evangelho Quadrangular de Gurupi - Avenida Guaporé, entre as ruas 14 e 15, do Setor Leste - Gurupi - TO.
Quando? - Sábado, dia 11, às 19h30 Preço do CD: R$ 10,00
Escrito por Zacarias Martins às 21h15
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Um amigo meu, dono de restaurante, me confidenciou que depois que o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes comparou a profissão de jornalista com a de cozinheiro, está pensando seriamente em recrutar esses profissionais diplomados para trabalhar na cozinha de seu estabelecimento.
Convém lembrar que “cozinhar”, no jargão jornalístico, significa reescrever texto publicado em outro veículo.
No cardápio, que passará a ser chamado de “Pauta do Dia”, provavelmente constará de certos pratos exóticos, com nomes sugestivos, tais como: “Manchete Sensacionalista ao Molho Madeira”, “Peixe na Retranca”, “Frango ao Copidesque” e, para acompanhar, que tal um “Cocktail de Última Edição”?
Em substancioso artigo publicado no site Observatório da Imprensa, nesta semana, o jornalista Alberto Dines faz um desafio: Gilmar Mendes, mesmo com seu vasto saber jurídico, sua cultura, sua capacidade de expressar-se com tanta clareza e elegância como também seu conhecimento do idioma alemão, quem teria coragem de contrata-lo para dirigir um jornal?
Dines enfatiza ainda que jornalistas são treinados para a infindável tarefa de reescrever-se continuamente e que nas redações não há tempo para filosofar. Nem há tempo para olhar-se no espelho e reclamar.
Agora, além do fim da obrigatoriedade do diploma, os candidatos a jornalistas que se interessarem por passar pela faculdade terão que estudar mais. No Ministério da Educação, a comissão que analisa as mudanças nas diretrizes curriculares do curso vai propor um aumento da carga horária das atuais 2.700 horas-aula para 3.200 horas-aula. E tem mais: deverá voltar a permissão para a realização de estágio em redações, proibida desde a década de 70. E o curso de Jornalismo pode sair dos departamentos de Comunicação das universidades. Uma das idéias centrais da comissão é a necessidade de tirar o Jornalismo da área da Comunicação Social, passando a ter diretrizes independentes, mais focadas na área.
Nada contra a ilustre categoria dos profissionais de cozinha deste País, porém, graças a intérpretação equivocada do Douto Ministro Gilmar Mendes, de uma hora para outra, ficou-se sabendo que lugar de jornalista é na cozinha!
Escrito por Zacarias Martins às 16h30
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Um menestrel literário Para Zacarias Martins

Há anos conheci, com prazer, um andarilho... A todos que lhe procura não dar rabiçaca. Um escrevente cortante qual golpe de faca, Que faz as rimas sem usar nenhum trocadilho.
E rabisca tão simples sem sair do seu trilho. Ajustado num rumo similar a catraca. Seus escritos são belos tal qual curicaca, Ao mesmo tempo, fortes, similar um novilho.
Prá amparar um alguém não bota empecilho, necessitando servir confia até a bruaca. Na cultura local é a frondosa estaca,
que segura assente sem deixar estribilho. Para tempo vindouro preparou o seu filho. Estou descrevendo o pequeno grande Zaca.
Autor: Arimatéia Macêdo – www.arimateia.com
Escrito por Zacarias Martins às 16h18
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Foto: Cláudio Frascari 
A primeira vista, pode até parecer alarmismo, mas não é. A Avenida Goiás, em Gurupi, precisa urgentemente humanizar-se, já que a cada dia que passa o ser humano vem perdendo espaço para os veículos que trafegam ou que ali simplesmente estacionam preguiçosamente, ocupando vaga até mesmo, dos clientes.
Após árdua discussão em sala de aula sobre o tema em questão e tendo a orientação do professor Paulo Albuquerque, acadêmicos do sexto período do curso de Jornalismo do Centro Universitário Unirg, dentro da disciplina Projetos Experimentais I, aceitaram o desafio de realizar uma pesquisa de campo nessa que é a principal e mais problemática Avenida de Gurupi.
Pensou-se inicialmente saber o que as pessoas acham da falta de estacionamento e quais sugestões poderiam ser feitas ao poder público. Alguns minutos de diálogo franco mostraram que a turma queria mais. O espaço para estacionar carros e motos na Goiás, ou melhor, a falta dele, é só um dos problemas que a avenida enfrenta. Na verdade, a idéia é propor uma discussão ampla sobre as condições gerais da Goiás.
A pesquisa ouviu 450 pessoas, com abordagens feitas nos comércios e serviços instalados ao longo do trajeto compreendido entre as ruas 02 e 19. Foram entrevistadas, ainda, pessoas que estavam na avenida durante o trabalho de pesquisa e outros usuários.
Apesar de árduo, o trabalho foi muito interessante, pois deu oportunidade para aproximar os acadêmicos das pessoas e realizar uma tarefa muito importante para todo e qualquer estudante que se propõe a mudar o mundo por meio de pesquisa científica.
Chama ainda a atenção, o relato dos acadêmicos ao constatar que a população não tem muita prática em responder perguntas qualitativas, que, grosso modo, são formuladas para redefinir parâmetros sociais. E mais: o gurupiense não está acostumado a ser consultado, por isto, não sabe bem qual é o papel da pesquisa científica.
Curiosamente, grande parte das pessoas entrevistadas nessa pesquisa afirmou não saber exatamente o que significa “humanizar a Avenida Goiás”, mas todas concordam num ponto: é preciso que se façam mudanças urgentes para melhorar a questão do trânsito e do estacionamento naquela via pública.
Por derradeiro, vejo esta experiência dos acadêmicos bastante proveitosa, não só para eles próprios, mas também, para a cidade que pode se beneficiar de seus resultados. Iniciativas como essa, devem e podem acontecer com mais freqüência, principalmente, aproveitando-se o potencial dos acadêmicos que recebem o suporte do Centro Universitário UnirG para desenvolver trabalhos científicos em prol da Capital da Amizade.
Escrito por Zacarias Martins às 16h08
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Um trabalho de grande alcance social. Esta é, sem dúvida, a verdadeira definição das atividades desenvolvidas pelos acadêmicos do sexto período do curso de Jornalismo do Centro Universitário UnirG, no bairro Cidade Industrial, sob a coordenação do professor Paulo Fernandes, dentro da disciplina de Jornalismo Comunitário I.
Os acadêmicos puderam conhecer de perto a realidade desse bairro — o mais afastado da cidade — e que, por isso mesmo, parece ser o mais esquecido pelo poder público. A comunidade é carente praticamente de tudo. Não conta com ruas asfaltadas, nem praças, posto de saúde, centro comunitário, cursos profissionalizantes, áreas adequadas para práticas esportivas e muitas coisas mais.
O mato alto toma conta de todo bairro. A iluminação pública é precária e, em alguns locais, ela simplesmente inexiste. Não há posto policial. O transporte coletivo deixa muito a desejar e não funciona nos fins de semana ou feriados.
Na única escola existente no bairro, ao concluir o primeiro grau, os alunos que quiserem dar continuidade a seus estudos enfrentam outro problema sério: a falta de transporte para se deslocar até uma das escolas de segundo grau no centro da cidade. Muitos desistem diante das dificuldades.
As crianças e adolescentes do Cidade Industrial anseiam por cursos de música, de teatro, de dança, de capoeira ou qualquer outra atividade cultural onde possam despertar a seu talento.
Enfim, são tantas as carências e muito a ser feito no bairro que qualquer benefício à comunidade, mesmo o mais simples, é visto como uma grande conquista. E é nesse contexto que se enquadra o trabalho social dos acadêmicos de Jornalismo, que acabam de presentear às pessoas que alí residem com o jornal experimental A Comunidade, que chega em boa hora para dar vez, voz e visibilidade a essas pessoas, que, assim como nós, são cidadãos e merecem toda a nossa admiração e o nosso respeito.
Escrito por Zacarias Martins às 11h03
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No mês passado, um estudo da Fundação Getúlio Vargas revelou que o Senado tinha mais 600 funções comissionadas e cargos com gratificação, que por si só já é uma verdadeira mamata patrocinada pelo erário público.
Mas as mamatas do Senado não param por aí. Agora, descobriu-se outra caixa-preta na Casa. Deixando à mostra certas traquinices de nossos senadores, constatou-se que atos administrativos secretos foram usados para nomear parentes, amigos, criar cargos e aumentar salários.
Vocês pensaram que a farra era só essa? Não, minha gente, tinha (e se brincar, ainda tem mais). Levantamento feito por técnicos do Senado nos últimos 45 dias, a pedido da Primeira-Secretaria, detectou cerca de 300 decisões que não foram publicadas, muitas adotadas há mais de 10 anos.
O mais estranho é que ao entrarem em vigor, essas medidas além de terem gerado, comprovadamente, gastos desnecessários, trouxeram a lume a existência de curiosas figuras de espectoplasma funcional, fato que chama para a necessidade imperiosa de convocação de alguma equipe especializada de caça-fantasmas para extermina-los.
Entre os funcionários-fantasma do Senado estava João Fernando Michels Gonçalves Sarney. Por um ano e oito meses, esse jovem de apenas 22 anos, mas com sobrenome de peso, foi secretário parlamentar, função que dá direito a salário mensal de R$ 7,6 mil, até se exonerado recentemente quando “descobriram” que ele “trabalhava” no Senado.
Com tanta incidência de funcionários-fantasma que, de um hora para outra começaram a se materializar, é lícito afirmar que certos tipos de exorcização no serviço público finalmente começaram a surtir efeitos?
Escrito por Zacarias Martins às 19h38
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Neste sábado, 30, o escritor Eliosmar Veloso, presidente da AGL - Academia Gurupiense de Letras, estará lançando o livro “Janela da Liberdade”. A noite de autógrafos acontece a partir das 20 horas, no Centro Cultural Mauro Cunha. A obra é o primeiro romance publicado por Veloso, que também é autor de “ O amor e a vida" –1986 (poesias); “Três vias” - 2000 (textos teatrais); “Vestígios” - 2004 (poesias) e “Caminho de Pedras” - 2004 (autobiográfico). Participou ainda da Antologia Literária Internacional Del´Secchi, em 1999 e integrou o Colégio Eleitoral do Prêmio Multicultural Estadão.
Veloso consegue mostrar o sofrimento de quem vive aprisionado por conceitos radicais, mas também indica o caminho do amor que a tudo supera e que na sua trajetória tenta passar suavemente, sem magoar ninguém. Mas se não for possível, agirá com força oriunda da alma, que a tudo vence, a tudo supera, capaz de quebrar as correntes e obstáculos propostos no caminho.
O escritor e teólogo João Gomes da Silva, que assina a apresentação da obra, lembra que a liberdade é o maior bem da vida doado pelo criador às suas criaturas, ressaltando que toda vez que esse direito é violado, viola-se juntamente a própria vida, que nunca poderá ser feliz quando privada de um bem que lhe é inerente existencialmente.
Para João Gomes, em “Janela da Liberdade” está explicitada essa tese em forma de romance, onde o autor o detalha a rigidez da vida familiar patriarcal, e mostra que nem sempre a dureza no trato familiar conduz ao equilíbrio por ferir sentimentos que são respeitados pelo próprio criador.
O autor nos transmite a mensagem de que a vitória do amor sobre o ódio, superando o medo, transforma a amargura em sorriso e deixa-nos um recado de alerta com voz que ecoa em todo universo dizendo que o amor e a liberdade devem coexistir.
SOBRE O AUTOR Eliosmar Veloso é o nome literário de Eliosmar Ferreira Batista, nascido em Marabá, no Pará, mas reside em Gurupi desde 1982. É poeta, escritor, dramaturgo, diretor teatral e artesão. Já escreveu e dirigiu mais de 30 espetáculos teatrais, com destaque para o teatro de comédia, porém, sempre enfocando em seus textos questões sociais. Administrou o Centro Cultural Mauro Cunha, além de ter sido responsável pela Coordenadoria de Arte e Cultura da Secretaria Municipal de Educação (1997/2000), tendo se destacado n o campo da literatura por ter colocado em prática o projeto do Anuário de Poetas e Escritores de Gurupi, que teve quatro edições. Presidiu a Associação dos Artesãos de Gurupi (1993/95), e participou da fundação da Academia Gurupiense de Letras, onde ocupa a Cadeira nº 02 e foi eleito presidente por duas vezes.
Escrito por Zacarias Martins às 21h31
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Por Zacarias Martins
Decididamente, as coisas estão ficando pretas lá pelas bandas da Petrobrás. E não é só o petróleo, não. A estatal será alvo de uma CPI no Congresso Nacional e que esperamos não ser mais uma de tantas que não levaram a nada.
Reconhecidamente, as CPIs têm contribuído para trazer à lume alguns esclarecimentos sobre assuntos importantes que, até então, a população brasileira não tinha conhecimento. Porém, nem sempre os culpados apontados são condenados e exemplarmente punidos.
Particularmente, devido a seus antecedentes, não há como deixar de vê essas CPIs como mais uma questão gastronômica (a maioria termina em pizza), do que uma iniciativa que busca realmente a moralização da coisa pública.
Historicamente, com raríssimas exceções, as CPIs têm servido a propósitos menos nobres. Um outro agravante é a existência de casos onde, de uma hora para outra, surpreendentemente, essas CPIs se transformam num verdadeiro circo midiático, que servem de palco para alimentar a vaidade obesa de certos parlamentares que parecem se lixar para a opinião pública.
Sobre a CPI da Petrobrás, os líderes do governo cochilaram no ponto e não tiveram como brecá-la. Agora, curiosamente, há embates na própria base governista para indicar o presidente e o relator.
Por outro lado, um grupo de governistas ensaia uma aproximação com a oposição visando dividir os cargos de presidência e relatoria na CPI. Há quem diga que essa estratégia visa afastar o radicalismo das discussões. Mas há também quem acredita que essa suposta união serviria mais aos propósitos do governo, contribuindo assim, para que essa CPI terminasse em pizza.
Mas uma coisa é certa: devido a importância estratégica da Petrobras para a economia brasileira é preciso serenidade e responsabilidade de ambos os lados na condução dos trabalhos. Se a radicalização não leva a nada de construtivo é preciso também ficar atento para que a omissão não seja mais uma estrela a brilhar nessa CPI.
Escrito por Zacarias Martins às 09h40
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Zacarias Martins
O teu olhar é diferente dos olhares que o meu já encontrou. É um olhar muito atraente, que de repente, me enfeitiçou.
O teu olhar tem mais vida, mais brilho, beleza e cor. O teu olhar, minha querida, confesso, me conquistou.
Não, não sei explicar o que se passa no teu olhar. Só sei que me enche de emoção.
E quando estás me olhando eu vou me controlando, dizendo: agüenta coração!
Escrito por Zacarias Martins às 18h32
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CORAÇÃO INCONTROLÁVEL Zacarias Martins
Mais uma vez estou amando. o culpado é o meu coração que alegre vive saltitando em homenagem à nova emoção.
Cuidado, coração! Já me fizeste sofredor, me deixando na mão amor causa de amor.
Tento te controlar, mas nem sempre consigo. E quando me fazes alguém amar só me querem como amigo.
Não sei se vou suportar viver nessa ansiedade: com o coração, fazendo-me amar quem não me ama de verdade. |
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Escrito por Zacarias Martins às 18h24
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Por Zacarias Martins
Fruto de um estudo de caso de processo folkcomunicacional (estudo sobre processos de comunicação através das manifestações folclóricas e suas relações com a mídia), o livro “A roda de São Gonçalo na comunidade quilombola da Lagoa da Pedra em Arraias”, do educador e jornalista Wolfgang Teske, faz um registro dessa importante manifestação cultural no município tocantinense de Arraiais, no Sul do Estado, cuja publicação pela Editora Kelps, de Goiânia, contou com o apoio da Fundação Cultural do Tocantins.
No povoado quilombola moram 34 famílias com seus 170 moradores vivendo da agricultura de subsistência, plantando arroz, milho, feijão e mandioca, sendo que, quase a totalidade das roças, são na base da roça de toco. Apesar de possuir características de uma festa, na região todos se referem a ela como a roda. Em várias ocasiões, principalmente, em festividades culturais nas cidades maiores, a Roda de São Gonçalo é dançada como demonstração, no entanto, nesses casos a apresentação se restringe a algumas partes, pois de forma completa ela somente ocorre quando feita por pagamento de alguma promessa.
O autor destaca que a. Roda de São Gonçalo teria surgido por volta de 1200 em Amarante, Portugal, e vem ao longo dos anos sofrendo transformações, mas a essência continua justamente preservada por um povo tão discriminado e que sofre toda sorte de preconceito, como foram as comunidades quilombolas espalhadas pelo Brasil.
“O que a gente percebe, na medida em se pesquisa o tema, é que cada comunidade tem particularidades e uma dessas particularidades são exatamente as manifestações culturais que eles têm e que de forma geral a sociedade não conhece. Ela está sujeita a sofrer mutações e interferências por causa da mídia. Cada vez mais com a globalização, o sinal de televisão e outros meios midiáticos atingem essa comunidade. Mas o curioso é que elas ressignificam a mensagem que recebem através da mídia e mantêm suas tradições fazendo algumas adaptações. É exatamente isso que eu estou pesquisando e usando como base a teoria da folkcomunicação”, afirma Teske.
Visto como ato de consagração religiosa do catolicismo popular, o livro também apresenta textos originais, ilustrados com 20 fotos de autoria do fotógrafo Emerson Silva, da Fundação Cultural do Tocantins, e que retratam desde a formação do cruzeiro da roda de São Gonçalo, aos arcos enfeitados, o altar, a cerimônia, a dança da roda, a sússia, os ritos finais e o canto do Bendintinho. Para a produção do livro, o autor passou uma tmporada na comunidade, vivenciando os momentos, inclusive acordando cedo para acompanhar à lida das pessoas, para não perder nenhum detalhe da rotina de sua rotina.
A LENDA No Brasil, a devoção a São Gonçalo vem desde a época do descobrimento. O seu culto deu origem à dança de São Gonçalo, cuja referência mais antiga data de 1718, quando na Bahia assistiu-se a um festejo com uma dança dentro da igreja. No final, os bailarinos tomaram a imagem do santo e dançaram com ela, sucedendo-se os devotos. Essa dança foi proibida logo em seguida pelo Conde de Sabugosa, por associa-lá às festas que se costumavam fazer pelas ruas em dia de São Gonçalo, com homens brancos, mulheres, meninos e negros com violas, pandeiros e adufes dando vivas a São Gonçalo.
SOBRE O AUTOR Wolfgang Teske é catarinense de Blumenau. Graduado em Teologia pelo Seminário Concórdia de Porto Alegre (RS) e em Jornalismo pelo Centro Universitário Luterano de Palmas, no Tocantins. É especialista em Docência no Ensino Superior pela Faculdade Albert Einstein, de Brasília, e mestrando no Programa em Ciências do Ambiente, da Universidade Federal do Tocantins. Foi missionário da Igreja Luterana de 1981 a 1992, nos estados do Rio Grande do Sul e do Pará. Em Belém, integrou a equipe que criou o Centro Integrado de Educação, Saúde, Assistência Social e Evangelização, sendo seu coordenador geral.
Como primeiro diretor, foi o responsável tanto pela construção quanto implantação do complexo educacional da Universidade Luterana do Brasil em Palmas, de 1992 a 1997. Exerceu o cargo de diretor de Relações Empresariais e Comunitárias da Escola Técnica Federal de Palmas, na sua implantação. Atualmente, é assessor especial da Prefeitura da capital do Tocantins e professor no Instituto Tocantinense de Pós-Graduação – ITOP.
SERVIÇO Livro: A roda de São Gonçalo na comunidade quilombola da Lagoa da Pedra em Arraias Gênero: Folclore Editora: Kelps Páginas: 150 Sugestão de Preço: R$ 20,00 Contato com o autor: wolf_teske@hotmail.com
Escrito por Zacarias Martins às 16h37
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O sovaco eleitoral
Por Zacarias Martins
É impressionante a capacidade criativa de certos políticos brasileiros para ganhar visibilidade na mídia e, de quebra, ainda buscar sensibilizar o eleitor, mesmo quando não se está em ano eleitoral.
É o que se pode constatar com o impecável desempenho artístico da ministra Dilma Rousseff, diante das câmeras de TV, para anunciar, em entrevista coletiva, que havia sido operada, com sucesso, de um de câncer linfático. (Isso há mais de duas semanas!).
Apesar das explicações dos médicos que assistiram a ministra em sua enfermidade, demorou um bocado de tempo para que fosse esclarecido, em bom português, que o local exato onde se encontrava o tal câncer era na axila, ou melhor, no sovaco!
Sim, porque ministros também têm sovacos, não é mesmo? E a Dilma não seria diferente. Dizem até que no pacote de cirurgias plásticas que a ministra fez estava incluído aí, o tal do sovaco, que, por sua vez, virou celebridade.
Devo confessar que nos mais de 25 anos de militância no jornalismo, essa foi a primeira vez que vi o sovaco de alguém ganhar notoriedade em rede nacional de televisão, inclusive, com repercussão no exterior. É mole?
O curioso é que antigamente existia a figura do cabo eleitoral. Já nos dias atuais, a ministra Dilma, inaugura uma nova era na política brasileira ao criar o sovaco eleitoral.
Se a moda pega, estaremos logo, logo assistindo um político convocando entrevista coletiva para anunciar que sua cirurgia de hemorróida foi um sucesso danado!
O presidente do PT, Ricardo Berzoini, apressou-se em dizer que a doença de Dilma não abalou o partido, que permanece contando com ela para disputar a eleição de 2010. Berzoini ainda elogiou a forma objetiva e com "desassombro" com a qual a ministra tratou seu diagnóstico de câncer linfático.
Por derradeiro vale lembrar a vassoura adotada como símbolo da campanha de Jânio Quadros então candidato à presidência da República. Já pensou se Dilma resolver fazer algo parecido com o sovaco?
Durma-se com esse barulho!
Escrito por Zacarias Martins às 14h50
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(Entrada sul de Gurupi, no Estado do Tocantyins - Foto: Cláudio Frascari)
Nasci em Belém do Pará e, assim como muitas pessoas que vieram de outras regiões do país, ou mesmo do Tocantins e aqui se fixaram, também adotei Gurupi como a cidade do meu coração. Tenho por este lugar, que também é conhecido como "A Capital da Amizade", um carinho todo especial que beira ao bairrismo. Por isso digo com muito orgulho, sem desmerecer minha cidade natal, que sou gurupiense.
Por isso, senti-me muito honrado quando no dia 12 de junho de 1998, fui homenageado pela Câmara Municipal de Gurupi ao receber o Título de Cidadão Gurupiense durante uma concorrida sessão solene que contou com a presença de autoridades e de um expressivo publico.
Naquela mesma noite também estavam recebendo tal horária, a ex-deputada estadual Dolores Nunes (de quem fui assessor de imprensa no início da construção de Palmas), a maestrina Ruth Nogueira, regente do Coral Municipal Uirapuru, e Ana Aires Santana, primeira mulher eleita vereadora da cidade. Dona Aninha, como é mais conhecida, devido a problemas de saúde se viu impossibilitada de comparecer à sessão solene, mas foi devidamente representada pelo filho Zoroastro Henrique de Santana.
A sessão solene começou com a tradicional formação da mesa de autoridades e a execução do Hino Nacional Brasileiro. Em seguida, o então presidente da Casa, vereador Raimundo Moreira, convidou Antônio Sales Coutinho, figura bastante conhecida na cidade como Toim Ceguim, para que lesse um texto bíblico.
Todos ficaram surpresos com tal iniciativa do presidente, pois Toim Ceguim, assíduo freqüentador das sessões da Câmara, é deficiente visual e só possui 3% da visão. Ele diz que só enxerga vultos. Então, como ele iria ler a bíblia?
Pois bem. Toim não se fez de rogado. Saiu do meio da platéia, trajando calças jeans, gravata vermelha e um terno amarrotado cheirando a naftalina, levando a bíblia debaixo do braço e caminhou rumo à tribuna para cumprir a sua "missão". Em lá chegado, testou o microfone, certificando-se que tudo estava funcionando bem. Cumprimentou as autoridades presentes e o público em geral, sempre demonstrando tranqüilidade. Em seguida, abriu a bíblia na página desejada e sem rodeios, "leu" o texto – que não era curto -, com boa fluência verbal, deixando todos perplexos.
A sessão solene prosseguiu com as homenagens previstas no cerimonial, porém, a curiosidade continuava a me atormentar. Queria saber como o Toim tinha conseguido aquela proeza.
Ao término do evento, conversando com o presidente, fiquei sabendo que dias antes Toim o havia procurado para externar o seu desejo de "ler" o texto bíblico.
A fórmula encontrada por ele para não fazer feio na sessão é simples: como possui uma memória prodigiosa, Toim havia treinado bastante, primeiramente, lendo o texto em Braile e depois o decorou.
Confesso que a sua interpretação da leitura foi impecável. Além de bom ator, o Toim Ceguim mostra que enxerga longe...
Escrito por Zacarias Martins às 20h30
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Os graves problemas psicológicos que a utilização prolongada de máscara causam às pessoas nessa época do ano, costumam se acentuar ainda mais quando alguém resolve simplesmente retira-las do rosto. É que, às vezes, essas máscaras assustam bem menos do que a aparência de quem as usam. É no período carnavalesco que essa terrível doença se prolifera até, de forma incontrolável e contagiosa. Deve ser por isso que muitas beldades (e outras nem tanto) aproveitam para transformar a Passarela do Samba numa espécie de açougue ambulante, com exposição despudoradamente de tudo quanto é tipo de carne e para todos os gostos. Sempre, é claro, despertando a curiosidade alheia. O carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar no cristianismo da Idade Média, onde era marcado pelo "adeus à carne" ou "carne vale" dando origem ao termo "Carnaval". Hoje, ocorre o contrário: é "carne à val", ou seja, festa das carnes expostas. Não deixa de ser um problemão quando o folião desavisado, enche a cara de birita e começa a ver só qualidades nas mulheres que lhe aparecem pela frente. E quanto mais bebe, na sua visão, qualquer uma vira uma deusa. Entretanto, no dia seguinte, quando passa a bebedeira, e em plena ressaca, constata que a mulher com quem passou a noite é um tribufu. E quando isso acontece, a quimba dos foliões mais exaltados é levada pelo verto a partir da quarta-feira de cinzas.
Escrito por Zacarias Martins às 14h56
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