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Esta semana o procurador-geral da República Antonio Fernando Souza, apresentou relatório denunciando e pedindo o indiciamento de 40 pessoas envolvidas no que ele classificou de um gigantesco esquema de corrupção para garantir a permanência do PT no poder.
Para esse tipo de envolvimento promíscuo de políticos, até então de reputação ilibada, ocupantes de altos cargos públicos no Governo Federal, donos de agências de publicidade e dirigentes do Banco Rural, o procurador-geral deu o nome de "formação de quadrilha".
O que não é nenhuma surpresa, visto que foram constatados o desvio de recursos públicos, o uso e abuso de caixa 2 e compra de deputados para que votassem como mandava o governo.
No relatório de 133 páginas, o procurador–geral usa 36 vezes a expressão "organização criminosa".
Causa mais indignação ainda quando se constata que auxiliares diretos do presidente Lula, como os ex-ministros José Dirceu, Luiz Gushiken e Anderson Adauto são denunciados como envolvidos nesse esquema.
Uma penca de deputados acusados como beneficiários desse esquema criminoso e que foram exaustivamente investigados tanto pela Comissão de Ética da Câmara dos Deputados quanto pelas CPIs instauradas, conseguiram a proeza de saírem ilesos, pelo menos, por enquanto, desse processo ou porque renunciaram a seus mandatos ou porque foram "absorvidos" pelo plenário daquela Douta Casa de Leis.
O mais recente desses "absorvidos" é o ex-presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha, acusado de ter embolsado mais de R$ 200 mil de Marcos Valério, simplesmente escapou da cassação do mandato graças ao corporativismo e as negociatas de bastidores com os parlamentares que, por sua vez, esconderam suas reais intenções através do voto secreto naquele Parlamento.
O que é mais revoltante é que até agora, ninguém foi preso!
Diante desse quadro em que nos apresenta o cenário político brasileiro, chegamos a conclusão de que a grande pizzaria em que se transformou o Congresso Nacional nunca esteve tão movimentada como nos dias atuais. Também, Pudera, o que não faltam são fregueses!
Ilustração: Ricardo Borges
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