A guerra das pesquisas

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Nunca, na história recente do Brasil, foram realizadas tantas pesquisas eleitorais, em tão pouco tempo e com tamanha generosidade na divulgação de seus resultados como agora.
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Nunca, também, se viu florescer tantos, mas tantos institutos de pesquisas como agora. Tem instituto para todos os gostos e gastos. A clientela desses institutos, formada basicamente por candidatos, que o diga.
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No universo das campanhas políticas, infelizmente, tem ocorrido, com freqüência, a proliferação dos tais institutos, cujas "pesquisas", quando divulgadas, servem para confundir ainda mais a cabeça do eleitor, principalmente, a do indeciso, ávido para encontrar um norte para sua importante decisão nas urnas.
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Também merece uma certa reflexão a atitude de muitos candidatos que, ao aparecerem liderando essas mesmas pesquisas, chegam a elogiar tais resultados, porém, quando ocorre o inverso, ou seja, quando seu principal adversário está na frente, tratam logo de colocar em dúvida a lisura dos resultados e, não raro, dos próprios institutos.
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Diante da confusão generalizada que se instaurou por conta da crescente onda da indústria das pesquisas eleitorais, aliada a tentativa de se querer massificar a divulgação de seus resultados, não é errada a tese de que muito eleitor, ao ser entrevistado por tais institutos, pode muito bem afirmar ser indeciso, quando, na verdade, está apenas sendo cauteloso para, entre outros fatores, não compactuar com aquilo que não concorda (e até condena), na política.
Ilustração: Ricardo Borges
Escrito por Zacarias Martins às 09h47
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Governo do Tocantins reduz
repasses de verbas para Gurupi
Pelo quarto ano consecutivo, o Governo do Estado do Tocantins diminuiu drasticamente os repasses de verbas para Gurupi referentes ao IPM (Índice de Participação dos Municípios e ICMS (Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços).
O IPM, índice que define o percentual que cada município terá sobre a arrecadação do ICMS em 2007, acaba de ser publicado no Diário Oficial do Estado. Gurupi ficou com índice 6,04, o que corresponde a perdas em torno de 40% somente no Governo de Marcelo Miranda.
O prefeito de Gurupi, João Cruz, explica que em 2003, o índice do município era de 10,54. Já no ano seguinte, caiu para 9,05. Em 2005, outra queda expressiva: o índice foi para 7,38. Neste ano de 2006, o índice caiu mais uma vez, chegando a 6,41. E, para 2007, o índice será de 6,04.
“A Prefeitura de Gurupi está recorrendo dessa decisão e vai provar que esse índice é equivocado”, garante o prefeito, ressaltando que o município não pode continuar a ser prejudicado dessa forma, vez que possui uma expressiva arrecadação de ICMS por conta dos vários empreendimentos instalados na cidade e que, na prática, têm contribuído para alavancar a economia local e a do próprio Tocantins.
Os questionamentos do prefeito João Cruz estão ainda fundamentados em dados oficiais do Tribunal de Contas da União (TCU), que instituiu para 2007, índice de 2.8 para Gurupi, referente ao FPM (Fundo de Participação dos Municípios). Anteriormente, esse índice era de 2.6. Ou seja, enquanto o Governo Federal reconhece a evolução econômica na arrecadação de impostos do município de Gurupi, estranhamente, para o Governo do Tocantins ocorre o inverso. E é isso que o prefeito João Cruz está questionando na justiça
Escrito por Zacarias Martins às 08h47
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